https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/issue/feed Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical 2019-05-06T01:39:18-07:00 Contacto Principal anais@ihmt.unl.pt Open Journal Systems Os Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical publicam artigos originais nos domínios da medicina tropical, saúde pública e internacional, ciências biomédicas e afins https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/286 Reflexões sobre a conservação, divulgação e valorização do património científico e cultural da saúde 2019-05-06T01:39:18-07:00 Philip J. Havik no@no.no <p>.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/287 I Encontro dos Museus e Instituições de Ciência e Ciências da Saúde da Área Metropolitana de Lisboa 2019-05-06T01:39:16-07:00 Amélia Ricon Ferraz no@no.no Ana Carneiro no@no.no Ana Delicado no@no.no António Fernando Cascais no@no.no Fátima Nunes no@no.no Helena Gonçalves Pinto no@no.no Helena Rebelo de Andrade no@no.no Isabel Amaral no@no.no João Neto no@no.no José Pedro Sousa Dias no@no.no <p>.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/288 As múltiplas funções do património museal da saúde 2019-05-06T01:39:14-07:00 Ana Delicado no@no.no <p>Este artigo tem por base a comunicação de abertura do “I Encontro dos Museus e Instituições de Ciência e Ciências da Saúde da área metropolitana de Lisboa: Património, ciência e saúde. Intervir, conhecer, preservar e valorizar”, realizado em novembro de 2017. Apresenta e discute as múltiplas funções do património museal da saúde, em particular nas suas dimensões de conservação e preservação, comunicação de ciência, educação, ensino universitário, turismo científico, interação com doentes e cuidadores e investigação. O artigo termina com uma reflexão breve sobre as oportunidades de promoção deste património.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/289 O Sanatório Sousa Martins e a transversalidade da doutrina arquitetónica de Raúl Lino 2019-05-06T01:39:12-07:00 Dulce Helena Pires Borges no@no.no <p>O arquiteto Raúl Lino (1879-1974) foi uma figura ímpar no panorama arquitetónico nacional e é considerado por alguns historiadores como um dos mais geniais arquitetos portugueses do século XX. Ao longo da sua carreira produziu uma vasta e eclética obra. Foi simultaneamente conservador e revolucionário, ousado e tradicionalista. Foram estas características que fizeram com que, como teorizador na arquitetura, a sua principal preocupação consistisse na criação de uma arquitetura integrada na paisagem, onde predominava a ideia de que só o conhecimento do terreno e da paisagem sobrevalorizava conceitos e valores tradicionais da pura arquitetura portuguesa. Foi, em face deste conceito, o autor da imagem da Casa Portuguesa. Para além da conceção de obras de arquitetura civil, Raúl Lino projetou e concebeu o Sanatório Sousa Martins, na Guarda, inaugurado em 18 de maio de 1907. Esta faceta da obra do arquiteto Raúl Lino é praticamente desconhecida dos estudiosos da sua vasta obra atendendo a que as leituras sobre o autor se têm centrado na sua arquitetura doméstica. Esta comunicação pretende evidenciar, sobretudo, a transversalidade da doutrina do arquiteto Raúl Lino aplicada não só nas moradias que concebeu como, igualmente, no caso particular desta unidade de saúde que foi o primeiro equipamento a ser construído pela Assistência Nacional aos Tuberculosos, criada para combater o flagelo da tuberculose e presidida pela Rainha D.ª Amélia (1865-1951).</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/290 Memórias e documentos de um diretor do Instituto Superior de Higiene Doutor Ricardo Jorge (1946-1961) 2019-05-06T01:39:10-07:00 Joana Beato Ribeiro no@no.no <p>‘Património’ tem hoje vários significados e definições, muitos deles ainda em maturação, mas, desde logo, propondo uma subdivisão deste conceito em diferentes tipologias. Assim, é possível falar de património (das ciências) da saúde pressupondo uma herança que se estende a uma comunidade que a entende como sua e a valoriza. O sistema de informação pessoal e familiar que surge como objeto de estudo desta investigação, insere-se nos domínios da saúde, da medicina e das suas histórias, contribuindo para o alargamento dos bens passíveis de incorporar os estudos desta tipologia patrimonial. O principal produtor deste sistema, Fernando da Silva Correia (1893-1966), foi diretor do Instituto Superior de Higiene Doutor Ricardo Jorge entre 1946 e 1961.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/291 A cultura visual médica no virar do século XIX: da cronofotografia aos primórdios do cinema 2019-05-06T01:39:08-07:00 Maria Estela Jardim no@no.no Nádia Vera Jardim no@no.no <p>O cinema permitiu a possibilidade de capturar fenómenos científicos relacionados com o movimento que, de outro modo, apenas com a fotografia e o desenho seria impossível. As técnicas cinematográficas devem muito a E. Muybridge e E-J. Marey. Marey começou a registar os movimentos dos corpos patológicos em 1888, através da cronofotografia, identificando funções biológicas como fenómenos mecânicos e realizando filmes sobre a fisiologia do corpo. A partir de 1897, vários médicos começaram a usar o cinematógrafo como ferramenta para a investigação e ensino. Em 1897 John Macintyre dirigiu filmes, combinando as duas técnicas, cinema e raios-X. Um dos primeiros cientistas a produzir um filme microcinematográfico foi Julius Ries, que trabalhou no Instituto Marey. O cinema médico foi também exibido em reuniões científicas. Foi o caso do cirurgião Doyen, um dos primeiros a dirigir filmes ilustrando técnicas cirúrgicas. Alguns dos seus filmes, identificados e restaurados na Cinemateca Portuguesa, foram projetados em reuniões científicas, como o Congresso Internacional de Medicina e Cirurgia de Lisboa (1906). O neurologista Egas Moniz usou o cinema para medir o tempo entre os movimentos de contração produzidos pela patologia neurológica, mioclonias. Nesta investigação examinamos o papel do cinema como método de representação pictórica e estudo experimental em medicina.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/292 Identificar, documentar, estudar e divulgar - Os azulejos dos Hospitais da Colina de Santana no Az Infinitum 2019-05-06T01:39:07-07:00 Vítor Serrão no@no.no Rosário Salema de Carvalho no@no.no <p>Entre 2009 e 2011, o projeto Inventário do património azulejar do Centro Hospitalar de Lisboa Central identificou e documentou os revestimentos azulejares que se conservam in situ nos hospitais de São José, Santa Marta, Santo António dos Capuchos e, mais tarde, Curry Cabral. Promovida pela Az - Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-FLUL), esta iniciativa pretendia não apenas atualizar os inventários existentes, como o que foi conduzido pelos médicos António Barros Veloso e Isabel Almasqué [1,2], mas também tirar partido das ferramentas tecnológicas hoje à disposição da história da arte. Ao habitual trabalho de campo (levantamento fotográfico, medições, verificação de estados de conservação, etc.) seguiu-se o tratamento e registo dos dados no Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo. Desde então, as fichas têm sido atualizadas com informação decorrente dos diversos estudos publicados em revistas nacionais e internacionais. Assim, e partindo de alguns exemplos chave do património azulejar dos hospitais da Colina de Santana, o presente artigo pretende mostrar as potencialidades do Az Infinitum, quer como ferramenta de trabalho, na medida em que sistematiza o conhecimento e promove novas leituras, quer também como instrumento de divulgação de uma tão importante herança patrimonial.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/293 Do laboratório ao sofá estofado: equipamento e mobiliário para a saúde e a ciência 2019-05-06T01:39:05-07:00 Sofia Diniz no@no.no João Paulo Martins no@no.no <p>Para a história do mobiliário do século XX em Portugal é importante estudar os equipamentos de saúde. Hospitais, sanatórios, preventórios, dispensários, instituições de ensino e de investigação, todos eles promoveram a utilização do mobiliário que, em cada momento, foi considerado mais adequado às suas funções. Quer através do recurso a peças de produção em série, quer projetados de raiz para cada obra, os contextos da saúde desempenharam um papel especialmente significativo, merecedor de um olhar atento e transversal. Os processos de fornecimento de mobiliário e equipamento para os edifícios construídos na região de Lisboa são reveladores não só de práticas e dinâmicas dentro dos organismos do Estado, mas também dos seus intervenientes mais decisivos. Um dos nomes que neste contexto importa destacar é o de José Luís Amorim. Arquiteto de formação, teve uma obra longa e consistente na qual se incluem edifícios ligados à investigação científica na área da saúde, participando na definição dos respetivos laboratórios e espaços de trabalho, criando uma linguagem alicerçada em décadas de experiência. O seu nome, contudo, tem permanecido à margem da produção historiográfica e a sua obra é suscetível de desaparecer, levando consigo uma dimensão particular do património da ciência e saúde.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/294 A hospitalização da população indígena em Moçambique na primeira metade do século XX – reflexões a partir da coleção de maquetas do IHMT 2019-05-06T01:39:03-07:00 João Miguel Couto Duarte no@no.no Paula Cristina Saraiva no@no.no José Luís Doria no@no.no <p>O museu do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) possui algumas maquetas de estruturas sanitárias, destinadas às populações indígenas, construídas em Moçambique na primeira metade do século XX em núcleos urbanos de pequena dimensão. Essas estruturas foram concebidas como parte de uma rede de assistência sanitária formulada pelo médico Francisco Ferreira dos Santos no início da década de 1920, que deveria cobrir a totalidade do território da província. A similitude entre várias dessas estruturas confirma a adoção dos mesmos princípios de organização bem como de projetos tipo para muitas das suas construções. Porém, a coexistência de modos distintos de assegurar a hospitalização da população, ora em palhotas, ora em pavilhões enfermaria, como se observa ao se confrontar a maqueta da Formação Sanitária de Maputo com a maqueta do Hospital do Bilene, suscita uma reflexão acerca do modo como era avaliada a aculturação da população à qual essas estruturas eram destinadas. Sob o cuidado perante a aculturação que parece orientar a opção por cada um desses modos de hospitalização, importa, contudo, observar a convicção do Estado na oportunidade da imposição do seu poder enquanto entidade colonizadora. Às opções sanitárias e arquitetónicas presentes nestas estruturas subjazem, afinal, opções políticas.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/295 Casas da Misericórdia: um contributo para o conhecimento e valorização do património da saúde em Portugal 2019-05-06T01:39:01-07:00 Joana Balsa de Pinho no@no.no <p>As Confrarias da Misericórdia, instituídas para cumprir as Obras de Misericórdia, constituíram-se, no domínio da sua atividade, como importantes promotoras de diferentes manifestações patrimoniais com características próprias. Neste contexto, destaca-se a arquitetura promovida pelas confrarias da Misericórdia para servir de suporte à sua atividade. Estes edifícios foram sempre estudados no contexto da arquitetura religiosa, dado o peso, histórico e atual, da igreja no âmbito dos edifícios-sede destas confrarias. No entanto, após a investigação que realizámos para a nossa tese de doutoramento, analisando quase duas centenas de edifícios e diversos fundos documentais das Misericórdias, é possível propor um novo paradigma interpretativo para estes edifícios, definindo a sua complexidade e identidade enquanto conjuntos edificados – a Casa da Misericórdia, e enquadrando- o no âmbito da arquitetura assistencial. Desta forma, ao redefinirmos conceptualmente o objeto de estudo e ao recentrar as questões de análise, podemos contribuir para a valorização deste património arquitetónico e dar um contributo para a consolidação do campo de estudo da história e património da saúde.</p> 2019-04-22T00:00:00-07:00 ##submission.copyrightStatement##