Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical https://anaisihmt.com/index.php/ihmt Os Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical publicam artigos originais nos domínios da medicina tropical, saúde pública e internacional, ciências biomédicas e afins pt-PT anais@ihmt.unl.pt (Contacto Principal) anais@ihmt.unl.pt (Apoio) Qui, 20 Dez 2018 15:53:13 -0800 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Serviços de saúde em tempo de crise e austeridade em cinco países europeus https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/245 <p>.</p> Reinhard Naumann, Zulmira Hartz ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/245 Sáb, 15 Dez 2018 00:00:00 -0800 O sistema de saúde grego e a crise: um estudo de caso na luta pela capacidade do Estado Social https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/246 <p>Este artigo analisa o impacto das políticas restritivas ditadas pela Troika no sistema de saúde grego. A maioria das medidas introduzidas durante a primeira fase das reformas (2010-2014) foram medidas de consolidação fiscal resultantes do aumento das barreiras ao acesso aos serviços de saúde e uma deterioração da saúde da população. Políticas que tendencialmente promoveriam as metas do sistema de saúde tais como cobertura universal, aquisição estratégica, avaliação da inovação tecnológica, medidas de saúde pública, mudança de internamento para cuidados em ambulatório, integração e coordenação de cuidados de saúde primários e secundários foram negligenciadas, enquanto que outras, por exemplo, a Organização Nacional para a Prestação dos Serviços de Saúde, a Rede Nacional de Cuidados Primários de Saúde e grupos de diagnóstico homogéneos (GDH) na versão grega, não foram bem planeadas nem implementadas devido aos exigentes objetivos reformistas e aos prazos impostos pelos memorandos. Embora depois de 2015 estes assuntos negligenciados tenham passado a constar como prioridades da agenda da política de saúde, outros continuam a necessitar de uma melhor abordagem em relação à abrangência do seguro social de saúde, a adequação do financiamento público da saúde, o desenvolvimento de um mecanismo de alocação de recursos, a reorganização do setor hospitalar, o desenvolvimento da medicina física e de reabilitação, os cuidados continuados e paliativos e o reforço dos serviços públicos de saúde. Usando o sistema de saúde como um estudo de caso, defendemos que “fortes” mecanismos de europeização caracterizados por austeridade fiscal e desvalorização interna resultam na retração do sistema público de saúde grego.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> Charalampos Economou ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/246 Sáb, 15 Dez 2018 00:00:00 -0800 O sistema de saúde irlandês e a crise: um estudo de caso na luta pela capacidade do Estado Social https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/249 <p>O sistema de saúde irlandês pode ser caracterizado como um sistema Beverigeano fraco, sem direito a cuidados de saúde gratuitos e com substanciais listas de espera para casos agudos. Um pouco menos de metade da população tem, de forma voluntária, um seguro de saúde privado havendo dois níveis de acesso para cidadãos com casos agudos a médicos a exercer em vários setores. A Irlanda sofreu uma grave crise económica multifacetada a partir de 2008. O governo foi forçado a um resgate da Troika de €85 mil milhões no final de 2010 do qual saiu no final de 2013. O Memorando de Entendimento inicial tinha uma grande margem de manobra para o setor da saúde, embora tenha havido muito diálogo entre o governo irlandês e a Troika sobre o excesso de despesa, competitividade, sistemas de segurança e os elevados custos com medicamentos. No entanto, na realidade, a Irlanda impôs o seu próprio programa de austeridade, cortando recursos na saúde e mudando os custos para o lado das famílias. Isto teve consequências negativas na proteção social das famílias, agravamento das listas de espera hospitalares e, de uma forma geral, para o estado de saúde da população, embora se verificasse paralelamente alguma melhoria de eficiência. Ainda assim, há esperança num melhor sistema de saúde com o desenvolvimento interpartidário do Plano Sláintecare que tem como objetivo implementar num prazo de dez anos um sistema de saúde universal, através de uma revisão do sistema e do alargamento dos direitos. Apesar da oposição dos poderes instituídos, pouco a pouco, esta reforma tem vindo a ser implementada.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> Steve Thomas, Sarah Barry, Bridget Johnston, Sara Burke ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/249 Sáb, 15 Dez 2018 00:00:00 -0800 Um olhar sobre a crise portuguesa: qual o legado para o SNS? https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/250 <p>Em 2011, Portugal assinou um plano de resgate financeiro, que incluía um Memorando de Entendimento, com o objetivo de reduzir o défice e a dívida pública e conter o crescimento da despesa pública. As políticas para o setor da saúde abrangeram o financiamento do SNS e dos subsistemas, o mercado do medicamento e as farmácias, a prescrição e a monitorização da prescrição, a centralização das compras e da contratação pública, os cuidados de saúde primários, os serviços hospitalares e os serviços transversais. Passados cinco anos, a maioria das políticas continua vigente. Contudo, a maior parte aguarda uma avaliação da sua adequação e capacidade para resolver os problemas estruturais do SNS.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> <p>Apesar da crise, dos diferentes interesses e atores, é consensual, em todos os sectores da sociedade portuguesa, que o direito constitucional à saúde deve continuar a ser efetivado através do SNS, garantindo, desta forma, a cobertura universal de cuidados. Contudo, a prestação de cuidados deve continuar a ser garantida pelos sectores público, privado e social sendo que o desafio será responder às necessidades de saúde mantendo a qualidade e sustentabilidade da prestação pública de cuidados essencialmente através do SNS.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> Inês Fronteira, Jorge Simões, Gonçalo Figueiredo Augusto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/250 Sáb, 15 Dez 2018 00:00:00 -0800 O Sistema de Saúde italiano e a crise: uma visão geral das políticas e sua implementação https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/251 <p>Em Itália, a crise económica e fiscal e a instabilidade política colocaram o sistema de saúde sob tensão durante o período de 2010-2014, durante o qual ocorreram diversas mudanças políticas. A intervenção governamental no sistema de nacional de saúde italiano assumiu a forma de decretos urgentes ou itens na lei do orçamento anual em vez de se terem realizado reformas sistemáticas e consistiu essencialmente em cortes em áreas específicas de despesas (recursos humanos, bens e serviços, medicamentos). Ao mesmo tempo, aumentaram as comparticipações dos doentes nos copagamentos das taxas moderadoras e medicamentos, aumentando a despesa privada com saúde. Por outro lado, o período político de 2015-2017 deixou mais espaço de manobra para o desenvolvimento de políticas reformistas de longo prazo, abordando aspetos do macrossistema (adequação e qualidade dos cuidados hospitalares e plano nacional contra a dor).<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> <p>Contudo, o desempenho em termos da proteção da saúde e qualidade dos cuidados mostrou uma grande variabilidade regional, especialmente (mas não exclusivamente) entre as regiões do norte e sul. A degradação das condições económicas teve um efeito negativo no acesso aos serviços de saúde para os grupos mais vulneráveis da população e os efeitos a curto prazo na saúde mostram um aumento dos distúrbios psiquiátricos e na malnutrição, trazendo maiores desafios a longo prazo.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> <p>O desafio político futuro será a reconfiguração dos equilíbrios de poder entre o governo nacional e os regionais, pois as regiões mais ricas exigem maior (ou total) descentralização fiscal.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> Francesca Ferrè, Guido Noto, Frederico Vola ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/251 Sáb, 15 Dez 2018 00:00:00 -0800 O sistema de saúde espanhol e a crise: um estudo de caso na luta pela capacidade do Estado Social https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/252 <p>A crise económica (2009-2014) e as políticas de austeridade (2010-…) afetaram fortemente a sociedade espanhola, os seus serviços públicos e o sistema de saúde público. O desemprego e as leis de trabalho deterioraram o mercado de trabalho, gerando pobreza e desigualdades, consolidando baixos salários, trabalho a tempo parcial e precariedade do vínculo laboral. O impacto na saúde (morbi-mortalidade e perceção de saúde) não se verificou a curto prazo (exceto talvez na saúde mental), mas esperam-se problemas a médio-longo prazo.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> <p>A austeridade afetou significativamente o Sistema Nacional de Saúde (SNS) impondo cortes orçamentais perto dos 10%, através de reduções lineares dos vencimentos, da contratação e da despesa. Contudo, o SNS tem sido resiliente, embora tenha acumulado tensão estrutural, tenha esgotado as suas reservas e tenha acumulado listas de espera e críticas por parte dos doentes. A necessidade de reformas é óbvia, mas a desconfiança de todos os agentes envolvidos prevalece.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> <p>A mudança política de 2015 (fim do bipartidarismo), o conflito catalão desde 2017, a mudança para um governo dirigido pelo partido socialista em 2018 (), e as eleições de 2019, marcarão a agenda futura, que oscila entre um modelo liberal-conservador (estagnação da saúde pública com o crescente êxodo da classe média para o setor privado), e um modelo social reformista (com reinvestimento no sistema de saúde, embora com dúvidas quanto aos modelos de gestão).<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> José Ramón Repullo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/252 Sáb, 15 Dez 2018 00:00:00 -0800 MEDICINA DO VIAJANTE: IMPORTÂNCIA E CONCEITOS https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/223 <p>.</p> Nuno Marques, Jorge Seixas, Rosa Teodósio, Jorge Atouguia ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/223 Seg, 10 Set 2018 00:00:00 -0700 CONSULTA DO VIAJANTE, OU ONDE A COMUNICAÇÃO PARA A SAÚDE SE ENCONTRA COM A COMUNICAÇÃO “NA” SAÚDE https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/224 <p>.</p> Mafalda Eiró-Gomes, Jorge Atouguia ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/224 Seg, 10 Set 2018 00:00:00 -0700 INFORMAÇÃO EM MEDICINA DAS VIAGENS: TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/225 <p>.</p> Jorge Seixas, Rosa Teodósio, Jorge Atouguia ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/225 Seg, 10 Set 2018 00:00:00 -0700 O ESTADO DE SAÚDE DOS IMIGRANTES E SEUS DETERMINANTES: RESULTADOS DE UM ESTUDO REALIZADO NA ZONA METROPOLITANA DE LISBOA https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/226 <p>Este estudo pretende descrever o estado de saúde de uma população imigrante e ident ificar os determinantes associados. Realizou-se um inquérito, por quest ionário, com 1375 imigrantes residentes em Lisboa, selecionados pelo mét odo “ bola-de-neve”. Os dados foram analisados at ravés de regressão logíst ica. Do total de imigrantes, 61,5% reportou boa saúde, mais frequentemente os homens do que as mulheres. Em ambos os grupos, o mau estado de saúde reportado está associado a maior idade e à existência de doença crónica. Reportar má saúde está negativamente associado a ser africano e brasileiro (comparando com europeu de leste) e a ter escolaridade superior. Nas mulheres, ter mau estado de saúde está também associado a residir há mais tempo em Portugal, a percecionar os rendimentos como insuficientes, a reportar doença mental e a não prat icar exercício físico. Nos homens, ter má saúde está posit ivamente associado a não estar empregado e a não ter cuidados alimentares. As variações no estado de saúde ent re grupos de imigrantes e a influência das questões de género e do contexto socioeconómico e cultural devem ser consideradas no desenvolvimento de polít icas e est ratégias de ação direcionadas para a melhoria da saúde destas populações.</p> Sónia Dias, Ana Gama, Maria O. Martins ##submission.copyrightStatement## https://anaisihmt.com/index.php/ihmt/article/view/226 Seg, 10 Set 2018 00:00:00 -0700