Do laboratório ao sofá estofado: equipamento e mobiliário para a saúde e a ciência

  • Sofia Diniz Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
  • João Paulo Martins Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design, Faculdade de Arquitetura, Universidade de Lisboa
Palavras-chave: Design, mobiliário, laboratórios, arquitetos, produção industrial

Resumo

Para a história do mobiliário do século XX em Portugal é importante estudar os equipamentos de saúde. Hospitais, sanatórios, preventórios, dispensários, instituições de ensino e de investigação, todos eles promoveram a utilização do mobiliário que, em cada momento, foi considerado mais adequado às suas funções. Quer através do recurso a peças de produção em série, quer projetados de raiz para cada obra, os contextos da saúde desempenharam um papel especialmente significativo, merecedor de um olhar atento e transversal. Os processos de fornecimento de mobiliário e equipamento para os edifícios construídos na região de Lisboa são reveladores não só de práticas e dinâmicas dentro dos organismos do Estado, mas também dos seus intervenientes mais decisivos. Um dos nomes que neste contexto importa destacar é o de José Luís Amorim. Arquiteto de formação, teve uma obra longa e consistente na qual se incluem edifícios ligados à investigação científica na área da saúde, participando na definição dos respetivos laboratórios e espaços de trabalho, criando uma linguagem alicerçada em décadas de experiência. O seu nome, contudo, tem permanecido à margem da produção historiográfica e a sua obra é suscetível de desaparecer, levando consigo uma dimensão particular do património da ciência e saúde.

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Referências

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Publicado
2019-04-22