Saúde, ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável: contribuições a partir do património museológico de ciência

  • Rita Campos Investigadora; CES-UC - Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
Palavras-chave: Uma Saúde, desenvolvimento sustentável, coleções, recursos naturais, conhecimento sobre saúde

Resumo

Falar de saúde é incluir o ambiente onde nos movimentamos e os seres vivos com quem o partilhamos. Assim, comunicar saúde passa também por valorizar o património cultural e científico presente em diferentes coleções museológicas científicas, que oferece várias oportunidades para se discutir a construção do conhecimento científico e a sua ligação às comunidades. Aqui apresentamos uma exposição que reuniu objetos de zoologia, botânica e antropologia para mostrar este diálogo entre ciência e sociedade e criar espaços de reflexão sobre a co-construção do conhecimento. Por exemplo, os objetos fomentaram a pesquisa, divulgação e discussão da forma como o chamado conhecimento indígena sobre as propriedades medicinais de certos animais e plantas tem vindo a ser validado pela investigação farmacêutica, biomédica e cosmética, permitindo o desenvolvimento de novos fármacos. Adicionalmente, o estudo etnográfico dos recursos naturais utilizados na medicina tradicional dá importantes informações para a elaboração de planos
de gestão e conservação da biodiversidade. Desta forma, os objetos museológicos encontraram ecos em diferentes áreas científicas e em algumas metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Convenção sobre Diversidade Biológica. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro. 5 a 14 de junho de 1992. [Consultado em 22 de maio de 2018]. Disponível em: http://www.cbd.int/convention/

Millennium Ecosystem Assessment. Ecosystems and human well-being: Synthesis. Washington, DC: Island Press; 2005.

Secretariat of the Convention on Biological Diversity, World Health Organization. 2015. [Consultado em 22 de maio de 2018]. Disponível em https://www.cbd.int/health

Forget G, Lebel J. An ecosystem approach to human health. Int J Occup Med Environ Health 2001; 7(2): S3-S38.

Pongsiri MJ, Roman J. Examining the links between biodiversity and human health: an interdisciplinary research initiative at the U.S. Environmental Protection Agency. EcoHealth 2007; 4(1): 82-85.

Sala OE, Meyerson LA, Parmesan C. Biodiversity change and human health: from ecosystem services to spread of disease. Washington, DC: Island Press; 2012.

Hoberg EP, Brooks DR. Evolution in action: climate change, biodiversity dynamics and emerging infectious disease. Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci 2015; 370: 20130553–20130553.

Nunes JA, Matias M. Rumo a uma saúde sustentável: saúde, ambiente e política. Saúde e Direitos Humanos 2006; 3: 7-15.

Eurobarometer (2015). Attitudes of Europeans towards the issue of biodiversity. Special Eurobarometer 436, União Europeia. 2015. [Consultado em 20 de maio de 2018].Disponível em: https://data.europa.eu/euodp/data/dataset/S2091_83_4_436_ENG

Maeseele PA. Science and technology in a mediatized and democratized society. JCOM 2007; 6(1): 1-10.

Bucchi M, Trench B. Routledge handbook of public communication of science and technology. 2nd Edition. Londres: Routledge; 2014.

Queenan K, Garnier J, Rosenbaum Nielsen L, Buttigieg S, de Meneghi D, Holmberg M, et al. Roadmap to a One Health agenda 2030. Perspect Agric Vet Sci Nutr Nat Resour 2017; 12(014): 1-17.

Hein GE. Learning in the Museum. Londres: Routledge; 1998.

Ngo LT, Okogun JI, Folk WR. 21st century natural product research and drug development and traditional medicines. Nat. Prod. Report 2013; 30(4): 584-592.

Yuan H, Ma Q, Ye L, Piao G. The traditional medicine and modern medicine from natural products. Molecules 2016; 21(5): 559.

Publicado
2019-04-22