Coleções científicas: questões em torno da autenticidade de objetos nos museus de ciência

  • Mafalda de Freitas Estudante; Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
Palavras-chave: Autenticidade, ciências, coleções científicas, museologia

Resumo

Tradicionalmente, os museus começaram por ser descritos como “armazéns de artefactos”. De objetos originais e “autênticos” que foram sendo colecionados, estudados e preservados ao longo do tempo. Neste contexto, ainda hoje é expectável que os museus deem prioridade a objetos considerados como originais nas suas coleções. Esses elementos ‘originais’ têm muitas vezes significados muito importantes e valores económicos elevados, o que contribui para o prestígio e o caráter distintivo de um museu. Ao mesmo
tempo, tornam um local autêntico e providenciam experiências autênticas aos seus visitantes.
No entanto, obter e expor material novo e autêntico é muitas vezes um grande desafio que acaba por resultar na incorporação de artefactos artificiais e de réplicas em muitas coleções, como é o caso dos museus de ciência e de muitas coleções científicas. Na verdade, o uso de réplicas e moldes torna-se cada vez mais comum em museus de ciência por razões pedagógicas, operacionais e económicas. Será que este facto retira autenticidade ao museu e ao próprio objeto? Será que uma réplica comunica a informação da mesma forma do que um objeto autêntico? Ou que pode ser considerada como tendo o mesmo nível de autenticidade
que o objeto original do ponto de vista museológico?

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Referências

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Publicado
2019-04-22