Avaliação de desempenho dos serviços públicos de saúde de um município paulista de médio porte, Brasil, 2008 a 2015

  • Renato Carlos Machado Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto/SP, Brasil
  • Aldaísa Cassanho Forster Médica Docente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo (USP), Brasil
  • João José Batista de Campos Médico Docente do Departamento de Saúde Coletiva do Centro de Ciências da Saúde. Universidade Estadual de Londrina (UEL), Brasil
  • Mônica Martins Pesquisadora titular do Departamento de administração e planejamento em saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, Brasil
  • Janise Braga Barros Ferreira Docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Departamento de Medicina Social da Universidade de São Paulo (USP), Brasil

Resumo

Introdução: Desempenho dos serviços de saúde influi sobre os resultados do sistema de saúde.

Objetivo: Avaliar desempenho dos serviços públicos de saúde de um município paulista, Brasil, de 2008 a 2015.

Métodos: estudo exploratório utilizando treze indicadores de desempenho relacionados às dimensões de acesso, adequação e efetividade; o desempenho municipal foi comparado com outros três níveis geográficos: estado de São Paulo, região Sudeste e Brasil.

Resultados: Indicadores de acesso: taxa de internação, cirurgia de revascularização, angioplastia e imunização por pentavalente mostraram melhor desempenho municipal, contudo houve desempenho desfavorável da cobertura pela Estratégia Saúde da Família e vacinação contra gripe, mas com tendência de melhora. Adequação: observou-se melhor desempenho municipal quanto às consultas de pré-natal; as taxas de histerectomia e partos cesáreos apresentaram pior desempenho. Efetividade: mortes hospitalares por infarto do miocárdio indicaram melhor desempenho municipal; as internações por Condições Sensíveis Atenção Primária, sífilis congênita e amputação de membros inferiores em diabéticos indicaram pior desempenho.

Conclusão: Dos treze indicadores analisados, o desempenho do município foi melhor em seis. O melhor desempenho municipal foi observado nos indicadores de acesso aos serviços hospitalares; insuficiências foram observadas quanto à adequação e efetividade, com desempenho desfavorável. Especificamente identificou-se deficiências na atenção primária municipal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Papanicolas I, Smith PC. Health system performance comparison. An agenda

for policy, information and research. European Observatory on Health Systems and

Policies Series. [serial on the internet], 2013. Available from: http://www.euro.who.

int/__data/assets/pdf_file/0009/244836/Health-System-Performance-Comparison.pdf

Viacava F, Ugá MAD, Porto S et al. Avaliação de Desempenho de Sistemas de

Saúde: um modelo de análise. Ciênc Saúde Colet 2012; 17(4):921-934.

Hartz ZMA, Vieira-da-Silva LM, organizadores. Avaliação em saúde: dos modelos

teóricos à prática na avaliação de programas e sistemas de saúde. Salvador:

EDUFBA; Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2005. 275 p.: il.

Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). Programa de Avaliação

para a Qualificação do Sistema Único de Saúde. Brasília: NOTA TÉCNICA;

Reis AT, Oliveira PTR, Sellera PE. Sistema de Avaliação para a Qualificação

do Sistema Único de Saúde (SUS). RECIIS – R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Saúde

; 6 (Supl. 2): 1-11.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Portaria MS/GM. 1.517 de 24 de julho de

Institui o Grupo de Trabalho para a Elaboração da Política de Monitoramento

e Avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União 2013; 24 jul.

Fiocruz. Programa de Avaliação do Desempenho de Sistemas de Saúde

(PROADESS) [Online]. 2018 [acessado 2018 jul 24]. Disponível em: http://www.

proadess.icict.fiocruz.br/index.php?pag=princ.

Viacava F, Almeida C, Caetano R et al. Uma metodologia de avaliação do desempenho

do sistema de saúde brasileiro. Ciênc. Saúde Colet 2004; 9(3): 711-724.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 221, de 17 de abril de 2 0 0 8

[portaria na internet]. Lista Brasileira de Internações por Condições Sensíveis à

Atenção Primária. Diário Oficial da União: 2008. [acesso em 23 fev 2019]

Disponível em: http://bvsms.saude. gov.br/bvs/saudelegis/sas/2008/

prt0221_17_04_2008.html

Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Health at a Glance 2011: OECD Indicators. [internet]. Paris: OECD Publishing;

Available from: https://www.oecd.org/els/health-systems/49105858.pdf.

Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Health at a Glance 2017: OECD Indicators. [internet]. Paris: OECD Publishing;

Available from: http://dx.doi.org/10.1787/health_glance-2017-en.

Culler SD, Kugelmass AD, Phillip PB et al. Trends in Coronary Revascularization

Procedures Among Medicare Beneficiaries Between 2008 and 2012.

Circulation. [serial on the internet] 2015 jan 27; 131(4) [about 8 p.]. Available

from: https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/CIRCULATIONAHA.

012485?url_ver=Z39.88-2003&rfr_id=ori:rid:crossref.org&rfr_dat=-

cr_pub%3dpubmed.

Yeh RW, Mauri L, Wolf RE et al.. Population Trends in Rates of Coronary

Revascularization. JAMA Intern Med, 2015; 175(3): 454-456.

Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD).

Geographic Variations in Health Care: What DoWe Know and What Can Be Done

to Improve Health System Performance? [internet]. Health Policy Studies. Paris:

OECD Publishing; 2014. [cited 2019 mar 06]. Available from: http://dx.doi.org/

1787/9789264216594-en

Malta DC, Santos MAS, Stopa SR et al. A Cobertura da Estratégia de Saúde

da Família (ESF) no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Ciênc.

Saúde Colet 2016; 21(2):327-338.

Arantes LJ, Shimizu HE, Merchán-Hamann E. Contribuições e desafios da

Estratégia Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde no Brasil: revisão da literatura.

Ciênc. Saúde Colet. 2016; 21(5):1499-1509.

São José do Rio Preto. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde

(SMS). Plano Municipal de Saúde – 2.006 a 2.009. São José do Rio Preto: SMS, 2009.

São José do Rio Preto. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde

(SMS). Plano Municipal de Saúde – 2.010 a 2.013. São José do Rio Preto: SMS,

São José do Rio Preto. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde

(SMS). Plano Municipal de Saúde – 2.014 a 2.017. [acessado 2017 jun 08]. São

José do Rio Preto, 2017. Disponível em: http://gestao.saude.riopreto.sp.gov.br/

transparencia/arqu/planmuni/plano_municipal_2014_2017.pdf>.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Informe Técnico – Campanha Nacional de

Vacinação contra a Influenza, 2016. Brasília: MS; 2016.

Orozco LJ, Salazar A, Clarke J et al. Hysterectomy versus hysterectomy plus

oophorectomy for premenopausal women (Review). Cochrane Database of Systematic

Reviews 2008, Issue 3. [cited 2018 mar 06]. Available from: https://www.

cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD005638.pub2/epdf/standard.

World Health Organization (WHO). Recommendations on antenatal care

for a positive pregnancy experience. [internet]. Genebra: WHO; 2016. Available

from:http://www.who.int/reproductivehealth/publications/maternal_perinatal_

health/anc-positive-pregnancy-experience/en/.

Viellas EF et al. Assistência pré-natal no Brasil. Cadernos de Saúde Pública,

v. 30, n. Supl. 1, p. S85-S100, 2014.

Betrán AP, Merialdi M, Lauer JÁ et al. Rates of caesarean section: analysis

of global, regional and national estimates. Paediatric and Perinatal Epidemiology

; 21: 98 – 113.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos

Estratégicos. Diretrizes de Atenção à Gestante: a operação cesariana – 2016.

Brasília: MS; 2016.

Ferreira JBB, Borges MJG, Santos LL et al. Internações por condições sensíveis

à atenção primária à saúde em uma região de saúde paulista, 2008 a 2010.

Epidemiol. Serv. Saúde 2014; 23(1):45-56.

Sanmartin C, Khanand S. Hospitalizations for Ambulatory CareSensitive

Conditions (ACSC): The factors that matter [internet]. Ottawa: Statistics Canada

Health Analysis Division; 2011. Available from: https://www150.statcan.gc.ca/

n1/pub/82-622-x/82-622-x2011007-eng.pdf.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento

de DST, Aids e Hepatites Virais. Boletim Epidemiológico – Sífilis. Brasília:

MS; 2015.

Santos ICRV, Sobreira CMM, Nunes ENS et al. Prevalência e fatores associados

a amputações por pé diabético. Cien Saúde Colet 2013; 18(10):3007-3014.

Quilici MTV, Del Fiol FS, Vieira AEF et al. Risk Factors for Foot Amputation

in Patients Hospitalized for Diabetic Foot Infection. Journal of Diabetes Research

; v. 2016, Article ID 8931508, [about 8 p.].

Publicado
2019-09-23
Secção
Artigos Originais