Internações por condições sensíveis à atenção primária e investimento em saúde, Piauí, Brasil, 2017

  • Roniele Araújo Sousa Mestre em Saúde e Comunidade, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Fernanda Moura Borges Mestranda em Saúde e Comunidade, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Flávia Raymme Soares e Silva Mestranda em Saúde e Comunidade, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Natália Lemos da Silva Timóteo Mestranda em Saúde e Comunidade, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Raksandra Mendes dos Santos Mestranda em Saúde e Comunidade, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Socorro Rejany Sales Silva Trento Mestranda em Saúde e Comunidade, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Tauani Zampieri Cardoso Doutora em Ciências, Núcleo de Estudos em Saúde Pública – NESP, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil
  • Osmar de Oliveira Cardoso Doutor em Ciências, Professor Adjunto IV, Departamento de Bioquímica e Farmacologia, Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comunidade, Núcleo de Estudos em Saúde Pública – NESP, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-PI, Brasil

Resumo

O objetivo deste estudo é descrever as internações por condições sensíveis à atenção primária (ACSC) no Piauí, Brasil, em 2017, e analisar a relação entre os gastos com ACSC e os recursos financeiros utilizados
com saúde pelos municípios.Trata-se de um estudo ecológico e analítico com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Os dados sobre recurso com saúde/habitante foram obtidos no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS). As análises estatísticas foram realizadas no software Stata. Utilizou-se a Correlação de Pairwise para analisar a relação entre os gastos com ACSC e recurso com saúde/habitante, com p<0,05. As ACSC representaram 23,1% das internações totais. A maioria ocorreu no sexo feminino (54,2%), em pardos (45,4%) e na macrorregião Meio Norte. O recurso com saúde/
habitante foi, em média, US$ 2.019,80 e os gastos por ACSC US$ 172,17. Na análise de correlação, embora haja significância (p<0,001), a relação entre os gastos com as ACSC e os recursos com saúde/habitante
foi muito fraca. Os resultados permitem uma caracterização das ACSC no Piauí, podendo auxiliar gestores e profissionais de saúde para o desenvolvimento de ações, políticas e programas que fortaleçam a atenção
primária à saúde.

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Publicado
2019-12-05