Conhecimentos, atitudes e práticas sobre zika

  • Mónica Sá Bastos Forrester Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fundação Oswaldo Cruz
  • Keila Mara Cassiano Universidade Federal Fluminense
  • Rosa M. F. Teodósio Global Health and Tropical Medicine (GHTM), Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), Universidade NOVA de Lisboa (UNL)
  • Philip J. Havik Global Health and Tropical Medicine (GHTM), Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), Universidade NOVA de Lisboa (UNL)
  • Mayumi Duarte Wakimoto Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fundação Oswaldo Cruz

Resumo

No Brasil um surto causado pelo vírus zika foi relatado em 2015 e estima-se a ocorrência de 1,5 milhões de casos entre 2015 e 2016. Este trabalho pretende descrever conhecimentos, atitudes e práticas sobre zika em gestantes e puérperas de uma maternidade de alto risco no estado do Rio de Janeiro. Objetiva traçar o perfil das mulheres, analisar as características socio-demográficas, clínico-epidemiológicas, investigar conhecimentos, atitudes e práticas sobre zika destas mulheres e construir um escore de avaliação do conhecimento sobre a doença. Trata-se de um estudo seccional realizado por meio de questionário
estruturado elaborado com base no modelo da OMS. A criação do escore (EFWC) permitiu a qualificação do grau de conhecimento sobre zika. A maior parte das gestantes e puérperas julgou insuficiente a informação que possui sobre zika (71%) em relação a sinais e sintomas (68,3%), causa (67,5%), prevenção (61,8%) e consequências (57%). A partir do cálculo do escore, observou-se que 1,6% das mulheres não tinham conhecimento algum sobre zika; 58,5% das mulheres tem conhecimento ruim ou inferior sobre zika. Não foi
observada correlação entre renda, escolaridade ou idade da população deste estudo ao conhecimento sobre zika medido pelo escore. 

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Publicado
2019-12-05