A gestão de caso e a avaliação da vulnerabilidade materna como estratégia de enfrentamento ao óbito infantil no Brasil: o caso do Paraná

  • Viviane Serra Melanda Doutoranda, Faculdade Pequeno Príncipe – Curitiba, Brasil Mestrado Acadêmico em Enfermagem, Universidade Federal do Paraná – Curitiba, Brasil
  • Galba Freire Moita Universidade de Coimbra, Faculdade de Economia, Centre for Business and Economics Research (CeBER) - Coimbra, Portugal; Pós-doutorando do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa - Lisboa, Portugal
  • Cláudia Sirlene de Oliveira Doutora, Universidade Federal de Santa Maria – Santa Maria, Brasil; Pesquisadora, Faculdade Pequeno Príncipe, Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe – Curitiba, Brasil
  • Bonald Cavalcante de Figueiredo Pós-doutorado – St. Jude Children’s Research Hospital,Estados Unidos e Pós-doutorado National Institutes of Health – Endocrinologia Pediátrica, Estados Unidos; Pesquisador, Faculdade Pequeno Príncipe, Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe – Curitiba, Brasil
  • Zulmira M. A. Hartz Professora Catedrática Convidada, GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Universidade NOVA de Lisboa, Portugal
  • Liliana Müller Larocca Doutora, Universidade Federal do Paraná – Curitiba, Brasil Membro do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná, Brasil
  • Maria Marta Nolasco Chaves Doutora, Universidade de São Paulo – São Paulo Líder do grupo de pesquisa Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná, Brasil
  • Maria de Fátima Mantovani Doutora, Universidade de São Paulo – São Paulo; Professora permanente do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná; Líder do Grupo de Pesquisa Multiprofissional em Saúde do Adulto da Universidade Federal do Paraná, Brasil
Palavras-chave: Epidemiologia, mortalidade infantil, gestão de riscos, política de saúde, saúde pública

Resumo

O declínio na taxa de mortalidade infantil é uma conquista brasileira, mas 70% dessas mortes são consideradas evitáveis, e as práticas de avaliação e monitoramento das políticas e programas de saúde, ainda são práticas incipientes. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a aplicabilidade da metodologia gestão de caso com gestantes vulneráveis quanto à mortalidade infantil, como enfrentamento à mortalidade infantil. Consistiu um estudo de coorte de base populacional com dados secundários de um o estado brasileiro no período de 2008 a 2012. Foi considerado um nível de intervalo de confiança de 95% e significância mínima de p < 0,05. Foram consideradas variáveis maternas que representavam de 1-5% de mulheres que tiveram gestações no período analisado. Ficou evidente a relação de influência das características sociais e históricas maternas sobre o desfecho de óbitos em menores de um ano. As variáveis maternas: gestantes menores de 15 e com mais de 40 anos, gestantes com antecedentes de filhos mortos e gestações de múltiplos, tiveram maior risco para mortalidade em menores de um ano, configurando população sugestiva para atenção pré natal mais dedicada. Por conseguinte, a gestão de casos em gestantes, configura uma ferramenta útil na prática da atenção à saúde materno infantil. 

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Publicado
2021-03-15