Caracterização dos conhecimentos sobre toxicologia na educação médica em Angola

  • Paula Regina Simões de Oliveira Licenciada em medicina Luanda, 2013
  • Santos Morais Nicolau Vice-Decano pela Área Científica da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto (2010-2015)
  • Belchior da Silva Professor Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto
Palavras-chave: Educação médica, toxicologia

Resumo

Caracterizou-se no presente trabalho os conhecimentos sobre toxicologia na educação médica em Angola, efetuando-se um estudo observacional descritivo transversal numa população constituída por médicos angolanos com atividade docente e assistencial nas faculdades de medicina e nos hospitais vinculados as faculdades das províncias de Luanda, Benguela, Malanje e Huambo. A amostra foi selecionada com a técnica probabilística aleatória simples a partir da listagem dos médicos dos hospitais, utilizando o programa estatístico Epidat versão 3,1; foram incluídos no estudo 202 médicos. Utilizou-se um questionário pré-validado. Os dados foram processados mediante o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 16. 

Na amostra predominaram os licenciados em clínica geral com 55,9%, os médicos com um tempo de exercício menor que cinco anos em 41,1% e maior que 10 anos em 40,1% e aqueles com o grau de licenciado em 88,1%. O nível de conhecimento geral sobre toxicologia dos médicos em Angola foi insuficiente em todas as temáticas avaliadas e em geral foi de 91,6%. Não se encontrou uma relação entre o nível de conhecimento, a especialidade (p = 0,7), o grau académico (p = 0,4) e o tempo de exercício (p = 0,3). Noventa e cinco por cento (95,0%) dos médicos opinam que a toxicologia deve fazer parte da formação pós-graduada do médico angolano, 66,0% opina que não é suficiente o conteúdo da toxicologia no programa de estudo da medicina em Angola e 91,0% opina que é necessária no ensino da medicina em Angola. 

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Publicado
2021-11-18