Gestão do conhecimento em tempos de big data: um olhar dos desafios para os sistemas de saúde

  • Jorge Magalhães Investigador em Saúde Pública, Farmanguinhos. Núcleo de Inovação Tecnológica. Coordenador Mestrado Gestão, P&D na Indústria Farmacêutica. Fundação Oswaldo Cruz/FIOCRUZ. GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Universidade NOVA de Lisboa
  • Zulmira Hartz Professora Catedrática Convidada, GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Universidade NOVA de Lisboa
  • Marta Temido Vice-Diretora. GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Universidade NOVA de Lisboa
  • Adelaide Antunes Pesquisadora Sênior, INPI, Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Brasil. Professora Emérita, UFRJ. Escola de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Gestão do conhecimento, Saúde Pública, big data, sistemas de saúde

Resumo

A saúde é o completo estado de bem-estar onde o indivíduo almeja estar. As nações têm envidado cada vez mais esforços para a melhoria contínua de suas populações. Este cenário é complexo, perpassando desde a investigação básica de fármacos e medicamentos a novos produtos farmacêuticos, o sistema de saúde, hábitos, epidemiologia, avanços tecnológicos etc. A indústria farmacêutica movimenta mais de US$ 1 trilhão anuais. O envelhecimento populacional, os novos entrantes tecnológicos para a medicina, associados à quantidade brutal de dados e informações científicas e tecnológicas disponíveis no século 21, têm levado ao esgotamento dos orçamentos para a Saúde Pública dos países. Cada vez mais demanda-se a urgência de uma melhor gestão do conhecimento na integralidade da atenção à saúde. Uma agenda de valor para o setor da saúde que demande a integração de especialistas de múltiplos áreas para a convergência e pragmatismo de ações, aponta ser o caminho mais exequível em tempos de convergência digital. O acesso à saúde tem sido ampliado nos últimos tempos, porém para muitos países ainda é um grande desafio. Segundo o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde, metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde. 

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Publicado
2019-02-26
Secção
Artigos Originais