Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crónicas não transmissíveis no Brasil (2011-2022): um estudo de avaliabilidade do componente do fator de risco tabaco

  • Paula Carvalho de Freitas Doutoranda DSI 2019-2020; Instituto de Higiene e Medicina Tropical – IHMT, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Ministério da Saúde do Brasil
  • Patrícia Pereira Vasconcelos de Oliveira Tecnologista em vigilância de doenças não transmissíveis. Ministério da Saúde do Brasil
  • Deborah Carvalho Malta Doutora em Saúde Coletiva. Escola de Enfermagem. Departamento Materno infantil e de Saúde Pública, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil
  • Zulmira M. A. Hartz Professora Catedrática Convidada, GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Universidade NOVA de Lisboa, Portugal
Palavras-chave: Avaliabilidade, intervenção, DCNT, SUS, tabaco

Resumo

Objetivo: Realizar estudo de avaliabilidade do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crónicas não Transmissíveis no Brasil (2011-2022) (Plano DCNT) em seu componente do fator de risco referente ao tabaco.

Métodos: Estudo de avaliabilidade descritivo com a utilização de dados secundários e análise documental do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crónicas não Transmissíveis no Brasil (2011- 2022), no contexto do fator de risco do tabaco. Para a realização do estudo de avaliabilidade foram realizadas as seguintes etapas após análise documental: i) mapeamento dos interessados na avaliação; ii) elaboração do modelo lógico, iii) identificação de perguntas avaliativas e iv) elaboração de matriz de medidas a partir da aplicação dos métodos e da obtenção de dados.

Resultados: O Plano DCNT é um importante marco no enfrentamento das doenças crónicas não transmissíveis e seus fatores de risco no Brasil. A meta referente ao tabagismo foi atingida em 2017. A necessidade desta avaliação se justifica pelo encerramento do Plano DCNT em 2020, pela importância para indicar o impacto dos seus resultados socialmente e na saúde e pela necessidade do Brasil em atingir a meta de ser um país livre de fumo até 2030.

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Referências

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Publicado
2021-03-15

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