Avaliação do papel das redes de investigação na translação do conhecimento

  • Isabel Craveiro Unidade de Saúde Pública Internacional e Bioestatística; Global Health and Tropical Medicine, GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, IHMT, Universidade Nova de Lisboa, UNL, Lisboa, Portugal.
  • Zulmira Hartz Professora catedrática convidada de Avaliação em Saúde; Global Health and Tropical Medicine, GHTM, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, IHMT, Universidade Nova de Lisboa, UNL, Lisboa, Portugal
Palavras-chave: Redes de investigação, translação do conhecimento, avaliação

Resumo

Neste artigo apresentamos uma revisão dos princípios de translação do conhecimento e alguns dos principais modelos teórico-concetuais de translação do conhecimento, apresentando alguns fundamentos para a necessidade da avaliação do papel das redes de investigação na área da saúde, bem como dos processos de translação e aplicação do conhecimento científico produzido. As redes de colaboração em investigação estão em expansão em termos globais e desempenham um papel importante em termos de inovação. Nos sectores onde o conhecimento se está a desenvolver de forma rápida, como é o caso da saúde, há evidência de que uma intensa atividade de redes inter- -organizacionais pode ser promotora de processos inovadores com impacto na saúde das populações. É essencial compreender esta estrutura complexa de atividades multifacetadas, nomeadamente através do desenvolvimento de pesquisa avaliativa, cujos resultados permitirão que as instituições melhorem os seus desempenhos e façam a translação do conhecimento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Adams, Jonathan (2012.) Collaborations: The rise of research networks. Nature
490 335–336 (18 October 2012) doi:10.1038/490335a
2. Bennett G., Jessani, N. (2011). The knowledge translation toolkit: bridging the
know-do gap: a resource for researchers. Sage. ISBN: 978-81-321-0585-5 (PB).
3. Canadian Institutes of Health Research (CIHR) (2012). Guide to knowledge
Translation Planning at CIHR: Integrated and End-of-Grant Approaches.
4. Canadian Institutes of Health Research (2005). About knowledge translation. Retrieved
September 9, 2006, from http://www.cihr-irsc.gc.ca/e/29418.html
5. Cressman D, Holbrook JA, Lewis BS, Wixted B. (2009a). Capturing the outcomes
and impacts of publicly funded research: a framework for evaluation formal
research networks. Vancouver; 6(5): 1-38.
6. Cressman D. (2009b). A Brief Overview of Actor-Network Theory: Punctualization,
Heterogeneous Engineering & Translation ACT Lab/Centre for Policy
Research on Science & Technology (CPROST) School of Communication, Simon
Fraser University.
7. Falk-Krzesinski, H. J., Börner, K., Contractor, N., Cummings, J., Fiore, S.
M., Hall, K. L., Uzzi, B. (2010). Advancing the Science of Team Science. Clinical
and Translational Science, 3(5), 263–266. http://doi.org/10.1111/j.1752-
8062.2010.00223.x
8. Figueiró AC, dos Santos MP, Kabad J, da Cruz MM, Hartz, Z: A avaliação da rede
PDTSP-Teias: contribuição ao debate sobre construção do conhecimento e de produtos
para o SUS. In Rede de pesquisa em Manguinhos: sociedade, gestores e pesquisadores
em conexão com o SUS. Hucitec Editora, 2016, 293-322. ISBN: 978-058404-079-7
9. Freeman, C. (1991), ‘Networks of innovators: A synthesis of research issues’,
Research Policy, 20,5, 499-514.
10. Hartz Z.M.A., Santos M.E. e Matida, A.H. (2007). Promovendo e analisando o
uso e a influência das pesquisas avaliativas – desafios e oportunidades ao se institucionalizar
a avaliação em saúde.
11. International Development Research Centre (2006). IDRC and Research Networks:
Allies for Development. IDRC, Ottawa, ON, CA. Evaluation highlight,
11:1-6.
12. Lavis J., Lomas J., Hamid M. e Sevankambo N. (2006). “Assessing country-
-levels Efforts to Link Research to Action”. Bulletin of the World health Organization,
84: 620-628.
13. Robertson, M and Swan, J. (2011). Knowledge, networking and innovation:
Developing the process perspective.
14. Roy M, Parent R, Desmarais and L. Knowledge (2003). Networking: A Strategy
to Improve Workplace Health & Safety Knowledge Transfer. Electronic Journal on
Knowledge Management. 1(2): 159-166.
15. Scarbrough H, D’Andreta D, Evans S, Marabelli M, Newell S, Powell J, Swan J.
(2014). Networked innovation in the health sector: comparative qualitative study
of the role of Collaborations for Leadership in Applied Health Research and Care in
translating research into practice. Health Services and Delivery Research Volume:
2 Issue: 13
16. Sudsawad, P. (2007). Knowledge translation: Introduction to models, strategies,
and measures. Austin, TX: Southwest Educational Development Laboratory,
National Center for the Dissemination of Disability Research. http://ktdrr.org/
ktlibrary/articles_pubs/ktmodels/index.html#know
17. Wixted B. and Holbrook, A. (2008).Conceptual Issues in the Evaluation of Formal
Research Networks. CPROST Report 2008 - http://www.sfu.ca/cprost-old/
docs/NetworkEvaluation.pdf)
Publicado
2018-08-28
Secção
Gestão, meta-avaliação e redes de conhecimento

Artigos mais lidos pelo mesmo (s) autor (es)